Máscaras da legalidade
uma análise antropológica da seletividade penal e da violência institucional no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.9771/asf170353Palavras-chave:
Antropologia Jurídica, Seletividade Penal, Criminologia Crítica, Sistema de Justiça, Violência InstitucionalResumo
Este artigo desenvolve uma problematização do sistema jurídico-penal brasileiro em diálogo com a Antropologia do Direito e a Criminologia Crítica. Com base em revisão bibliográfica de caráter teórico, complementada por interlocução com literatura etnográfica sobre administração de conflitos, justiça criminal e violência institucional, o texto sustenta que o direito, longe de operar como instância neutra e universal, participa da produção e legitimação de desigualdades sociais. O artigo apresenta um estado da arte antropológico clássico e contemporâneo e, a partir dele, discute a seletividade penal como processo estrutural, articulado à criminalização secundária e a práticas institucionais de classificação, hierarquização e gestão diferencial de sujeitos. Também examina como linguagem jurídica, rotinas decisórias e formas de organização institucional produzem violência simbólica e material sob o signo da legalidade. Ao final, propõe-se uma reflexão crítica sobre os limites da racionalidade jurídica moderna e sobre possibilidades analíticas e políticas para pensar uma justiça mais plural, democrática e socialmente situada.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Antropologia Sem Fronteiras

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
A Revista Antropologia Sem Fronteiras adota a política de Acesso Aberto, reafirmando seu compromisso com a democratização do conhecimento científico em escala global. Em consonância com esse princípio, as/os autoras/es mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à revista o direito de primeira publicação, sob a licença CC BY-NC-SA 4.0. Essa licença permite o compartilhamento e a adaptação do conteúdo, desde que seja atribuída a autoria original e publicação inicial nesta revista, não haja uso comercial e quaisquer obras derivadas mantenham a mesma licença.
