Governança em Parcerias Público-Privadas: desafios da participação social e da legitimidade em ambientes híbridos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/rebap.v18i1.73805

Palavras-chave:

Governança Pública, Parcerias Público-Privadas, Participação Social, Eficiência Contratual, Legitimidade

Resumo

As Parcerias Público-Privadas (PPPs) têm sido amplamente utilizadas como instrumentos político-institucionais e técnico-operacionais de viabilização de investimentos públicos, mas enfrentam desafios persistentes relacionados à legitimidade e à governança em contextos marcados por assimetrias estruturais. Este artigo analisa a governança em PPPs a partir da articulação entre Administração Política, Gestão Social e Teoria dos Custos de Transação, propondo uma releitura da participação social como variável técnico-operacional para a sustentabilidade contratual. A partir de estudo de caso da PPP da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, com base em análise documental e evidências empíricas oriundas de audiência pública, demonstra-se que a exclusão das comunidades como sujeitos políticos não apenas compromete a legitimidade social, mas eleva custos de transação, intensifica riscos regulatórios e compromete a eficiência contratual. O artigo contribui ao demonstrar que a participação social qualificada atua como variável técnico-operacional na governança de PPPs, e não como exigência normativa acessória. Conclui-se pela necessidade de ampliar o repertório teórico-metodológico da administração em contextos híbridos, incorporando abordagens críticas que integrem dimensões técnicas e sociopolíticas. Em cenário de emergência climática e agravamento das desigualdades, recomenda-se a incorporação de mecanismos participativos substantivos como componente estruturante da governança, com vistas à redução de riscos socioterritoriais e à qualificação do gasto público.

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

BOMFIM, I. R. Governança em Parcerias Público-Privadas: desafios da participação social e da legitimidade em ambientes híbridos. Revista Brasileira de Administração Política, [S. l.], v. 18, n. 1, p. 64–83, 2026. DOI: 10.9771/rebap.v18i1.73805. Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rebap/article/view/73805. Acesso em: 10 jul. 2026.