A FICÇÃO DA LIBERDADE CONTRATUAL

O CASO DAS FRENTISTAS DE PERNAMBUCO E A REATUALIZAÇÃO DO CONTRATO SEXUAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/rds.v7i1.72004

Palavras-chave:

Violência de Gênero, Contrato Sexual, Dicotomia Público/Privado, Frentistas, Agência e Tutela

Resumo

Este artigo investiga a persistência da subordinação de gênero no mercado de trabalho contemporâneo, analisando como a ficção do contrato liberal mascara estruturas de dominação-exploração. Com base nas categorias teóricas de contrato sexual, individualismo possessivo e agência diferenciadamente imperfeita, o estudo discute como a suposta autonomia da vontade nas relações de trabalho oculta a alienação da dignidade e a apropriação mercantil dos corpos femininos. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, por meio de revisão bibliográfica e do estudo de caso da decisão da Justiça do Trabalho de Pernambuco, que proibiu a imposição patronal de uniformes sexualizados (cropped e legging) para frentistas. A análise incorpora uma perspectiva interseccional e problematiza a atuação do Estado. Conclui-se que a intervenção judicial, fundamentada no protocolo para julgamento com perspectiva de gênero do Conselho Nacional de Justiça foi essencial para romper com a falsa neutralidade estatal e invalidar o contrato sexual implícito.

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Biografia do Autor

Naia Moreira Yamamura, Universidade de Brasília

Mestranda em Direito pela Universidade de Brasília (UNB). Bacharela em Direito pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Juíza de direito do Tribunal de Justiça do Amazonas

João Paulo Ramos Jacob

Doutor e Mestre em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco (USP). Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Secretário-geral e executivo da Escola Superior da Magistratura do Amazonas.

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Publicado

2026-07-01

Como Citar

YAMAMURA, N. M.; JACOB, J. P. R. A FICÇÃO DA LIBERDADE CONTRATUAL: O CASO DAS FRENTISTAS DE PERNAMBUCO E A REATUALIZAÇÃO DO CONTRATO SEXUAL. Revista Direito e Sexualidade, Salvador, v. 7, n. 1, p. 140–158, 2026. DOI: 10.9771/rds.v7i1.72004. Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/revdirsex/article/view/72004. Acesso em: 1 jul. 2026.