LA VIOLENCIA SEXUAL COMO TORTURA
DEL RÉGIMEN MILITAR A LA OMISIÓN ESTATAL DESDE LA PERSPECTIVA DEL NECROBIOPODER
DOI:
https://doi.org/10.9771/rds.v7i1.72015Palabras clave:
Comisión Nacional de la verdad, Conservadurismo, Violación, Ley de Tortura, NecrobiopoderResumen
El objetivo general del presente artículo fue determinar si es posible comprender la violencia sexual contemporánea, cuyos índices están en aumento, como una forma de tortura contra los cuerpos femeninos. Para su desarrollo, se buscó analizar cómo la violencia sexual se constituyó como una táctica de tortura basada en las dicotomías de género estructuradas y reforzadas por el régimen dictatorial y, tras este análisis, se intentó contraponer de forma comparativa la percepción de la violencia sexual como tortura con datos actuales sobre la violación en Brasil. Se partió de la hipótesis de que los casos de violencia sexual abordados en el informe de la Comisión Nacional de la Verdad retratan una forma de tortura que aún puede observarse en la violencia sexual contemporánea, dirigida específicamente a reforzar las opresiones de género. En su desarrollo metodológico, se optó por una investigación de naturaleza cualitativa mediante el análisis comparativo de los relatos contenidos en el informe de la CNV con los datos sobre violencia sexual contemporánea del Anuario Brasileño de Seguridad Pública de 2025, utilizando como apoyo una investigación bibliográfica y documental sobre el tema. Al final, se observó que la comparación es posible, aunque fuera del ámbito político, a través de la percepción no solo de los conceptos clave de la ley de tortura, sino también de la recuperación de valores conservadores similares a los defendidos durante el régimen militar.
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