CONTRA QUAL DISCRIMINAÇÃO VOCÊ ESCOLHEU SE OPOR HOJE?
A PERVERSIDADE DA INDIGNAÇÃO SELETIVA
DOI:
https://doi.org/10.9771/rds.v7i1.74520Palabras clave:
minorias sexuais, discriminação, LGBTQIAPNResumen
El presente editorial tiene por objeto el análisis del fenómeno de la indignación selectiva en el ámbito de las minorías sexuales, entendida como la tendencia de determinados grupos e individuos a oponerse únicamente a las discriminaciones que les afectan directamente, otorgando menor relevancia a las violaciones perpetradas contra otros grupos vulnerabilizados. Se examina cómo dicha selectividad se manifiesta tanto en la jerarquización interna a la comunidad LGBTQIAPN+ — con especial perjuicio para las personas transgénero e intersexo — como en la subestimación de las agendas feministas, ilustrada mediante ejemplos extraídos del fútbol, las redes sociales y la producción musical de gran alcance popular. A partir de los precedentes fijados por el Supremo Tribunal Federal en el HC 82.424-2 y en la ADO 26, se sostiene que la misoginia comparte las mismas raíces estructurales que la homotransfobia y el racismo social, imponiendo una respuesta equivalente por parte del ordenamiento jurídico. Se concluye que la indignación selectiva constituye, en sí misma, una forma de discriminación, dotada de una perniciosidad particular por generar una falsa sensación de compromiso frente a las iniquidades sociales, siendo incompatible con los fundamentos de un Estado Democrático de Derecho, en el cual los derechos fundamentales no padecen de escasez.
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