“Can I Be Me?”: A estrela Whitney, uma história de sucessos marcada por opressões
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v4i2.26374Palavras-chave:
Racismo. Lesbianidade. Feminismo. Heteropatriarcado. Opressão.Resumo
O objetivo principal deste trabalho é, a partir do documentário “Can I Be Me”? que fala sobre a trajetória de vida de Whitney Houston, analisar sob a luz dos estudos feministas realizados principalmente por mulheres negras lesbianas, como as opressões racistas sustentadas em uma base heteropatriarcal contribuíram para a sua morte. Como um dos objetivos específicos, analisar como o sistema heteropatriarcal foi determinante na maneira como Whitney, mulher negra lesbiana e artista de múltiplos talentos conduziu sua relação lesboafetiva com Robyn Crawford, sua amiga desde adolescência, companheira e também sua diretora de criação. Ademais, analisou-se ainda a maneira como sua carreira artística foi conduzida pelo seu diretor Clive Davis. Estas análises foram feitas considerando algumas falas diretas e indiretas presentes no documentário “Can I Be Me?” relacionadas às falas de Cissy Houston, sua mãe, Robyn, sua companheira e Bobby Brown seu esposo. Além disso, falas relevantes de algumas pessoas que trabalharam para ela e que de alguma forma faziam parte do seu cotidiano. Os resultados desta análise indicam que as opressões principalmente as relacionadas à raça e a sexualidade pelas quais Whitney sofreu ao longo da sua vida foram determinantes para sua imersão profunda e desenfreada no mundo das drogas e sua consequente decadência e morte prematura.
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