Narrativas sobre a Centralidade da Mulher numa Sociedade Atual: Perspectivas Bororo
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v4i3.27740Palavras-chave:
Bororo, Mulher, Educação.Resumo
Neste artigo, fruto de uma pesquisa de doutorado em andamento que visa compreender as trajetórias das professoras da etnia Bororo na educação escolar indígena, trazemos as primeiras aproximações da temática a partir do diálogo com mulheres e liderança a fim de pensar as relações entre os diferentes papeis da mulher professora e mulher bororo considerando sua estrutura social matrilinear. Apresentaremos neste ensaio, dados preliminares a partir de três fontes de dados distintas, que nos permitem compreender o lugar da mulher Boe a partir da cosmovisão Bororo e nisso analisar sentidos e significados atribuídos às mulheres na sociedade Bororo, considerando toda a especificidade da organização social e cultural do povo cuja estrutura social é centrada na mulher. A educação tradicional articula os mundos que constituem a cosmologia Bororo, na qual se vinculam as dimensões material e imaterial num processo binário de estruturação e organização social, a fim de educar o corpo-ser aredu (mulher) e o corpo-ser imedu (homem). Na concepção Bororo de ver o mundo, há sempre duas metades, dois lados, que não são antagônicos, mas complementares e co-dependentes, no sentido de que um clã, uma metade exogâmica, não pode sobreviver sem a outra, pois uma dá visibilidade à outra, permitindo o reconhecimento de diferença e pertencimento de cada pessoa na sociedade a partir do seu grupo social clânico matrilinear.
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