A Ordem Pública e as Masculinidades Negras: o controle objetivo e subjetivo do homem negro
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v5i2.29618Palavras-chave:
Raça, Gênero, SexualidadeResumo
O tema deste artigo é a correspondência entre os mecanismos de controle social e o conceito de raça, enquanto construção sócio-política, e seu objeto é a utilização do direito, mais precisamente do conceito de ordem pública como mecanismo de controle dos corpos negros. O estudo do conceito de ordem pública como instrumento de controle, objetivo e subjetivo, dos corpos negros parte dos pressupostos foucaltianos de que ordem pública é uma norma, pois em sua aplicação esta induz comportamentos, moldando subjetividades e identidades. Nessa perspectiva, esta pesquisa se valeu de entrevistas realizadas com jovens negros, para analisar como suas subjetividades são impactadas por discursos estatais que, ao marcarem estes corpos com o estigma da periculosidade, conferem autorização para que estes sejam mortos, servindo a dor negra para acautelar o meio social e resguardar uma ordem pública que tem na antinegritude sua dimensão permanente.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Política de Acesso e Direitos Autorais
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
A Revista Cadernos de Gênero e Diversidade é de acesso aberto, não cobra taxas de submissão ou publicação.
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
As publicações são licenciadas sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY), que permite compartilhamento e adaptação com atribuição de autoria.
Termo da declaração de acesso aberto
Cadernos de Gênero e Diversidade (CGD) é um periódico de Acesso Aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente, sem custo para usuária/o ou sua instituição. As usuárias e os usuários podem ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outra finalidade legal, sem solicitar permissão prévia da editora ou de autor/a/es, desde que respeitem a licença de uso do Creative Commons utilizada pelo periódico. Esta definição de acesso aberto está de acordo com a Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste (BOAI).