Gênero e violência em discurso no YouTube

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.9771/cgd.v9i3.52659

Palabras clave:

Gênero, Cultura, YouTube, Violência, Discurso

Resumen

O objetivo do estudo é analisar e problematizar alguns discursos endereçados às mulheres no YouTube, a partir das questões de gênero. A partir da lente teórica dos Estudos Culturais em Educação e dos Estudos de Gênero, foram analisados fragmentos discursivos encontrados em vídeos do YouTube dos youtubers Júlio Cocielo e Kéfera Buchmann, observando nestes uma proliferação de discursos endereçados a meninas e mulheres carregados de violência de gênero. A mulher é exposta a diferentes tipos de violências, discriminação, julgamento moral, controle do corpo e comportamento. O movimento feminista e os estudos de gênero, podem ser importantes aliados para compreender e problematizar impactos desses discursos na construção de identidades femininas.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Lucas da Silva Martinez, Prefeitura Municipal de Santa Maria

Pedagogo, Especialista em Docência no Ensino Superior, Mestre e Doutor em Educação. Pesquisador Associado do Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura. Professor de anos iniciais da Prefeitura Municipal de Santa Maria.

Sueli Salva, Universidade Federal de Santa Maria

Pedagoga, Especialista em Dança, Mestra e Doutora em Educação, com estágio pós-doutoral pela UNIMI/Itália. Professora Associada da Universidade Federal de Santa Maria.

Citas

ANDRADE, Paula Deporte de; COSTA, Marisa Vorraber. Usos e possibilidades do conceito de pedagogias culturais nas pesquisas em estudos culturais em educação. Textura, Canoas, v. 17, n. 34, p. 48-63, maio/ago. 2015. Disponível em: http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/txra/article/viewFile/1501/1 140. Acesso em: 05 mar. 2019.

BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. 1. ed. 3. reimp. São Paulo: Duas Cidades, 2007.

BRASIL tem quatro youtubers entre os dez mais influentes. Meio&mensagem, [S. l.], 28 jul. 2016. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2016/07/28/brasil-tem-quatro-youtubers-entre-os-dez-mais-influentes.html. Acesso em: 24 set. 2019.

BURGESS, Jean; GREEN, Joshua. YouTube e a revolução digital: como o maior fenômeno da cultura participativa transformou a mídia e a sociedade. Tradução de Ricardo Giassetti. São Paulo: Aleph, 2009.

CARVALHO, Fabiana Aparecida. Para além de vestem rosa, meninos vestem As conjunturas e as ideologias nos novos rumos da educação para os gêneros e as sexualidades. Revista Educação (UFSM), Santa Maria, v. 45, e94, 2020. p. 02-30. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/39468. Acesso em: 20 dez. 2021.

CONNELL, Robert W.; MESSERSCHMIDT, James W. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 21, n. 1, p. 241-282, jan./abr. 2013. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/S0104- 026X2013000100014/24650. Acesso em: 08 out. 2021.

FISCHER, Rosa Maria Bueno. Adolescência em discurso: mídia e produção de subjetividade. 1996. 297 p. Tese (Dissertação em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1996.

FISCHER, Rosa Maria Bueno. Foucault e a análise do discurso em educação. Cad. Pesqui., São Paulo, n. 114, p. 197-223, nov. 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100- 15742001000300009&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 20 fev. 2019.

FISCHER, Rosa Maria Bueno. Mídia e juventude: experiências do público e do privado na cultura. Cad. CEDES, Campinas, v. 25, n. 65, p. 43-58, abr. 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101- 32622005000100004&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 18 mar. 2019.

FISCHER, Rosa Maria Bueno. Trabalhar com Foucault: a arqueologia de uma paixão. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA; DATAFOLHA. Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil. 3. ed. São Paulo: Fórum de Segurança Pública, 2021. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2021/06/relatorio- visivel-e-invisivel-3ed-2021-v3.pdf. Acesso em: 23 dez. 2021.

FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade, 3: O Cuidado de Si. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1985.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: Aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. 5. ed. São Paulo: Edições Loyola, 1999.

FOUCAULT, Michel. Poder e In: FOUCAULT, Michel. Estratégia, poder-saber. Organização e seleção de textos de Manoel Barros da Motta. Tradução de Vera Lucia Avellar Ribeiro. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. p. 223-240. (Coleção Ditos e Escritos IV).

FOUCAULT, Michel. Tecnologías del yo. 1. ed. Buenos Aires: Paidós, 2008.

FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2015.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: a vontade de saber. 6. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2017.

GIROUX, Henry A. e pedagogia no maravilhoso mundo da In: SILVA, Tomaz Tadeu da. (Org.). Alienígenas na sala de aula: Uma introdução aos estudos culturais em educação. 8. ed. Petrópolis:

Vozes, 2009. p. 132-158.

GIROUX, Henry; MCLAREN, Peter. uma pedagogia crítica da In: SILVA, Tomaz Tadeu da; MOREIRA, Antônio Flávio (Orgs.). Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos e

culturais. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. p. 144-158.

HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções de nosso tempo. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 22, n. 2, p. 15-46, jul./dez. 1997. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/71361/40514. Acesso em: 20 mar. 2019.

JENKINS, Henry. Cultura da convergência. Tradução por Susana L. de Alexandria. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009.

JENKINS, Henry; FORD, Sam; GREEN, Joshua. Cultura da conexão: criando valor e significado por meio da mídia propagável. Tradução de Patrícia Arnaud. São Paulo: Aleph, 2014.

KELLNER, Douglas. A cultura da mídia estudos culturais: identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. Tradução de Ivone Castilho Benedetti. Bauru: EDUSC, 2001.

KELLNER, Douglas. imagens criticamente: em direção a uma pedagogia pós- In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Alienígenas na sala de aula: Uma introdução aos estudos culturais em educação. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2009. p. 104-131.

LOURO, Guacira Lopes. Gênero e sexualidade: pedagogias contemporâneas. Pro-Posições, Campinas, v. 19, n. 2, p. 17-23, ago. 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103- 73072008000200003&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 11 out. 2019.

MACHADO, Viviane Hasfeld. Aprendendo sobre feminilidades e masculinidades no funk brasileiro. 2015. 90 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação e Tecnologia) - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-riograndense, Pelotas, 2015.

MARINHO, Maria Helena. A personalidade mais influente do Brasil é um YouTuber. Think With Google, set. 2017. Disponível em: https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/advertising- channels/v%C3%ADdeo/personalidade-mais-influente-do-brasil-e-um- youtuber. Acesso em: 06 abr. 2019.

MARTINEZ, Lucas da Silva. Lições e pedagogias culturais no YouTube endereçadas aos/às jovens: outras configurações da pedagogia no contemporâneo. 220 p. 2022. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2022.

MELUCCI, Alberto. A invenção do presente: movimentos sociais nas sociedades complexas. Petrópolis: Vozes, 2001.

PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2007.

PRATES, Camille Jacques. O COMPLEXO W.I.T.C.H.: acionando a magia para formar garotinhas nas redes do consumo. 2008. 197 p. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Luterana do Brasil, Canoas, 2008.

REDAÇÃO PRAGMATISMO. quiser vir ao Brasil fazer sexo com mulher, fique à diz Bolsonaro. Pragmatismo Político, [S. l.], 26 abr. 2019. Disponível

em: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2019/04/jair-bolsonaro- brasil-paraiso-gay.html. Acesso em: 08 out. 2021.

SAFFIOTI, Heleieth. Gênero, patriarcado e Violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.

SIBILIA, Paula. O show do eu: a intimidade como espetáculo.2. ed. rev. Rio de Janeiro: Contraponto, 2016.

TEDESCHI, Losandro Antonio. As mulheres e a história: uma introdução teórico metodológica. Dourados: Ed. UFGD, 2012.

THINK WITH GOOGLE. Os youtubers brilham na tela dos jovens brasileiros. Mas, e na sua estratégia? Think With Google, out. 2016. Disponível em: https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt- br/advertising-channels/v%C3%ADdeo/youtubers-brilham-tela-dos- jovens-brasileiro. Acesso em: 06 abr. 2019.

VEIGA-NETO, Alfredo. Foucault e a Educação. 2. ed. 1. reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.

Publicado

2024-03-10

Cómo citar

Lucas da Silva Martinez, & Salva, S. . (2024). Gênero e violência em discurso no YouTube. Cadernos De Gênero E Diversidade, 9(3). https://doi.org/10.9771/cgd.v9i3.52659

Número

Sección

Artigos Gerais