Representação e Posicionalidade no âmbito rural na perspectiva de mulheres do Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE)
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v11i3.53373Keywords:
Mulheres, Trabalhadoras Rurais, Movimento Social, Empoderamento, RRelações Desiguais de GêneroAbstract
This article aimed to understand the motivations that led rural women workers from the Northeast to organize themselves in social movements, emphasizing the importance of the social representation of the group, incorporated by the movement, in addition to discussing how the experiences in the Movement of Rural Workers of the Northeast (MMTR-NE) , influences the social interrelationships of women. This study was carried out in a qualitative way, whose data were generated through the Story-Theme Drawing technique (DET). 31 women participated in the study, between January and March 2021. The research that generated this article emerged from the doctoral thesis, carried out within the scope of the Federal University of Bahia, in the Graduate Program in Nursing and Health and was approved by CEP/UFBA with CAAE nº: 37002720.1.0000.5531 Two categories were empirically created: Movement of Rural Women Workers of the Northeast: The fight for a feminine space where patriarchy created the stereotype of the “male goat” and Female leadership members of social movements: The fight for a socially acceptable power. After analysis, it was shown that the MMTR-NE respects the social perspectives of representation and did not surrender to the idiosyncrasies of the unions. Despite the outstanding difficulties, the female empowerment recognized in the members of this movement has immense potential for transforming unequal social relations.
Downloads
References
AGUIAR, V. V. P. Mulheres rurais, movimento social e participação: reflexões a partir da Marcha das Margaridas. Política & Sociedade, v.15, 2016. https://doi.org/10.5007/2175-7984.2016v15nesp1p261
ALVAREZ, S. E. Para além da sociedade civil: reflexões sobre o campo feminista. Cadernos PAGU, v.43, p.13-56, 2014. http://dx.doi.org/10.1590/0104-8333201400430013
BATLIWALA, S. The meaning of women’s empowerment: new concepts from action. IN: SEN, G; GERMAIN A; CHEN, L.C (eds.), Population policies reconsidered: health, empowerment and rights. Boston: Harvard University Press. 1994. p.127-138.
BORDALO, C. A. Pelo direito de ser e estar: engajamento, mobilização e socialização política nos movimentos de mulheres rurais em Pernambuco. In: Seminário internacional fazendo gênero– corpo, violência e poder, 8., 25-28 ago. 2008, Florianópolis. Anais eletrônicos. Florianópolis, 2008. Disponível em: http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/autores.html. Acesso em: 03 de julho de 2019.
BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: DIFEL, Editora Bertrand Brasil, 1989.
BURNHEIM, J. Is Democracy Possible? Cambridge: Polity Press, 1985.
CAMURÇA, S. M.S. Nós Mulheres e nossa experiência comum. Cadernos de Crítica Feminista, n. 0, Ano I, 2007.
CARVALHO, Evanilda Souza de Santana. Viver a sexualidade com o corpo ferido: representações de mulheres e homens. 2010. 256 f. Tese (Doutorado). Escola de Enfermagem, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2010. Disponível em: http://www3.pgenf.ufba.br/tesesdissertacoes/2010/TESE/9%C2%AA%20def.%20de%20Tese%20-%20Evanilda%20Souza%20-%2009-06-10%20(1).pdf. Acesso em: 20 dez. 2020.
COSTA, A. A. “Gênero, Poder e Empoderamento de Mulheres” 2000. Disponível em: http://www.reprolatina.institucional.ws/site/respositorio/materiais_apoio/textos_de_apoio/Genero_poder_e_empoderamento_das_mulheres.pdf. Acesso em: 07 de julho 2019
DEERE, C. D. Os direitos da mulher à terra e os movimentos sociais rurais na reforma agrária brasileira. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 12, n. 1, p. 175-204, jan./abr. 2004.
DERRIDA, Jacques. “Différance”. IN: Speech and phenomena and other essays: Husserl’s theory of signs. Evanston, IL: Northwestern University Press, 1973.
FOUCAULT, M. Estratégia, Poder e Saber. Manoel Barros da Motta (org). Vera Lucia Avellar Ribeiro (trad). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.
GIULIANI, P. Silenciosas e combativas: as contribuições das mulheres na estrutura sin-dical do NE, 1976-86. In: COSTA, A.; BRUSCHINI, C. (Org.). Rebeldia e submissão: estudos sobre condição feminina. São Paulo: Fundação Carlos Chagas; Vértice, 1989. p. 255-300.
LEÓN, M. “El empoderamiento de las mujeres: Encuentro del primer y tercer mundos en los estudios de género”. La Ventana, n. 13, p.94-106, 2001.
MESTRINER, S. M. M. E. Procedimento de Desenhos-Estórias: emprego como forma de entrevista psicológica. In: TRINCA, W. (Org.) Procedimento de Desenhos-Estórias: formas derivadas, desenvolvimentos e expansões. São Paulo: Vetor, 2013, p.77-106.
MMTR–NE (Caruaru). Publicações do MMTR–NE. 2019. Disponível em: http://www.mmtrne.org.br/publicacoes.php. Acesso em: 20 maio 2019.
MOLYNEUX, M, Mobilization without Emancipation? Women's Interests, the State, and Revolution. Feminist Studies, v.11, n.2, p.227-254, 1985.
RENK, A.; BADALOTTI, R. M.; WINKCLER, S. Mudanças socioculturais nas relações de gênero e intergeracionais: o caso do campesinato no Oeste Catarinense. IN: SCOTT, P; CORDEIRO, R; MENEZES R (Orgs). Gênero e geração em contextos rurais. Ilha de Santa Catarina: Ed. Mulheres, 2010, 474p.
SARDENBERG, C.M.B. Liberal vs Liberating Empowerment: Conceptualising Women’s Empowerment from a Latin American Feminist Perspective. Brighton: IDS: Pathways of Women’s Empowerment, Pathways Working Paper, 2009.
SCOTT, P. Gênero e Geração em contextos rurais: algumas considerações. IN: SCOTT, P; CORDEIRO, R; MENEZES R (Orgs). Gênero e geração em contextos rurais. Ilha de Santa Catarina: Ed. Mulheres, 2010, 474p.
SILVA, S. M. Eleições 2018: O lugar das mulheres nas chapas majoritárias. Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 4, n. 4, p. 90–122, 2019. https://doi.org/10.9771/cgd.v4i4.29349
STEPHEN, Lynn. Relações de gênero: um estudo comparativo sobre organizações de mulheres rurais no México e no Brasil. In: NAVARRO, Zander. Política, protesto e cidadania no campo. As lutas sociais dos colonos e dos trabalhadores rurais no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora da Universidade /UFRGS, 1996.
TRINCA, W. Procedimento de desenhos-estórias: formas derivadas, desenvolvimentos e expansões. 1ª ed. São Paulo: vetor, 2013.
VEIGA, S. R. B. Mulheres-pássaro, entre o bater das asas e o caminhar: a representação e a transformação da mulher em narrativas orais. Revista Confluências Culturais, v. 10, n. 1, p. 24-35, 2021. Disponível em: http://periodicos.univille.br/index.php/RCC/article/view/791. Acesso em 01 out de 2022.
WITTIG, M. Pensamentos feministas conceitos fundamentais. IN: HOLANDA, Heloísa Buarque de (Org). Cap. 1 Gênero e método. Não se nasce mulher. RJ: Bazar do tempo, 2019 p. 83-92.
YOUNG, I. M. Representação Política Identidade e Minorias. Lua Nova, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ln/n67/a06n67. Acesso em: 04 jul 2019.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Cadernos de Gênero e Diversidade

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Política de Acesso e Direitos Autorais
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
A Revista Cadernos de Gênero e Diversidade é de acesso aberto, não cobra taxas de submissão ou publicação.
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
As publicações são licenciadas sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY), que permite compartilhamento e adaptação com atribuição de autoria.
Termo da declaração de acesso aberto
Cadernos de Gênero e Diversidade (CGD) é um periódico de Acesso Aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente, sem custo para usuária/o ou sua instituição. As usuárias e os usuários podem ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outra finalidade legal, sem solicitar permissão prévia da editora ou de autor/a/es, desde que respeitem a licença de uso do Creative Commons utilizada pelo periódico. Esta definição de acesso aberto está de acordo com a Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste (BOAI).