Ampliando a noção de gênero
contribuições do feminismo negro para os estudos das masculinidades negras
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v10i4.55369Palavras-chave:
Masculinidades Negras, Feminismo Negro, GêneroResumo
Este artigo examina a necessidade de ampliar a noção de gênero além do feminino e destaca a contribuição do feminismo negro para os estudos sobre masculinidades negras. Realizamos uma revisão bibliográfica de teóricas renomadas que refletem sobre questões de gênero, como Joan Scott e Raewyn Connell, além de autoras que utilizam a epistemologia feminista negra para compreender as masculinidades negras, como bell hooks, Patrícia Hill Collins, Ângela Davis e Sueli Carneiro. Exploramos como homens negros têm abordado teórica e artisticamente suas masculinidades, por meio dos estudos sobre masculinidades negras. Concluímos que as discussões sobre o masculino devem ser consideradas ao estudar as relações de gênero, pois são fundamentais para combater o sexismo e outras formas de opressão, como o racismo. O racismo afeta a posição dos homens brancos e negros na estrutura patriarcal da sociedade, o que tem um impacto direto na experiência da masculinidade pelos homens negros. Os homens negros têm reivindicado o direito de falar sobre suas próprias vivências e experiências, buscando compreender as contradições de serem simultaneamente opressores e oprimidos.
Downloads
Referências
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. (MAIS)CULINOS: outras possibilidades de corpos e gêneros para as carnes sexuadas pela presença de um pênis. Outros Tempos: Pesquisa em Foco - História, [S.L.], v. 17, n. 29, p. 260-281, 12 fev. 2020.
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. Máquina de fazer machos: gênero e práticas culturais, desafio para o encontro das diferenças. Gêneros e Práticas Culturais: desafios históricos e saberes interdisciplinares, Campina Grande, p. 22-34, 2010.
CAMILO, Vandelir; SILVA JUNIOR, Paulo Melgaço da (org.). Masculinidades negras: novos debates ganhando formas. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2022. 340 p.
CARNEIRO, Sueli. Gênero raça e ascensão social. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 3, n. 2, p. 544-552, jul./dez. 1995.
COLLINS, Patrícia Hill. Pensamento Feminista Negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019. 589 p. Tradução: Jamille Pinheiro Dias.
CONNELL, Raewyn; PEARSE, Rebecca. Gênero: uma perspectiva global. São Paulo: Nversos, 2015. 325 p. Tradução de: Marília Moschkovich.
CONNELL, Robert W.; MESSERSCHMIDT, James W. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 21, n. 1, p. 241-282, jan./abr. 2013.
CONRADO, Mônica; RIBEIRO, Alan Augusto Moraes. Homem Negro, Negro Homem: masculinidades e feminismo negro em debate. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 25, n. 1, p. 73-97, jan./abr. 2017.
CUSTÓDIO, Túlio Augusto. Per-vertido Homem Negro: reflexões sobre masculinidades negras a partir da categoria de sujeição. In: RESTIER, Henrique; SOUZA, Rolf Malungo de (org.). Diálogos contemporâneos sobre homens negros e masculinidades. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2019. p. 131-161.
DAVIS, Ângela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016. Tradução de: Heci Regina Candiani.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Edufba, 2008. 194 p. Tradução: Renato da Silveira.
HOOKS, Bell. A gente é da hora: homens negros e masculinidades. São Paulo: Elefante, 2022. Tradução: Vinícius da Silva.
HOOKS, Bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. São Paulo: Rosa dos Tempos, 2018. 184 p.
JENSEN, Robert. Patriarchal sex. The International Journal Of Sociology And Social Policy. S.I, p. 91-115. Jan. 1997.
KIMMEL, Michael S. A produção simultânea de masculinidades hegemônicas e subalternas. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 4, n. 9, p. 103-117, out. 1998.
LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Revista Estudos Feministas, [s. l.], v. 22, p. 935–952, dez. 2014. ISSN 0104-026X, 1806-9584. DOI 10.1590/S0104-026X2014000300013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ref/a/QtnBjL64Xvssn9F6FHJqnzb/?lang=pt. Acesso em: 2 out. 2024.
NKOSI, Deivison Faustino. O pênis sem o falo: algumas reflexões sobre homens negros, masculinidades e racismo. In: BLAY, Eva Alterman (org.). Feminismos e masculinidades: novos caminhos para enfrentar a violência contra a mulher. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014. p. 75-104.
PATRÍCIO, Cláudio Junio. Quando o homem negro decide falar, o que a psicanálise consegue escutar? In: ANDRADE, Eduardo Lucas; CECCARELLI, Paulo Roberto; FREITAS, Víctor Cruz de (org.). A Psicanálise na vida cotidiana: vol. 3. Bom Despacho: Literatura em Cena, 2021. p. 69-88.
PEÇANHA, Leonardo Morjan Britto. Ensaio sobre Transmasculinidades negras brasileiras: reflexões sociais e demandas políticas. In: CAMILO, Vandelir; SILVA JUNIOR, Paulo Melgaço da (org.). Masculinidades Negras: novos debates ganhando formas. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2022. p. 105-117.
PINHO, Osmundo. Qual é a identidade do homem negro? Democracia Viva, [s. l], v. 22, p. 64-69, jun./jul. 2004.
PRECIADO, Paul B. Testo Junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo: N1- Edições, 2018. 448 p. Tradução de: Maria Paula Gurgel Ribeiro.
RESTIER, Henrique; SOUZA, Rolf Malungo de (org.). Diálogos contemporâneos sobre homens negros e masculinidades. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2019. 232 p.
SANTANA, Bruno. Pensando as transmasculinidades negras. In: RESTIER, Henrique; SOUZA, Rolf Malungo de (org.). Diálogos contemporâneos sobre homens negros e masculinidades. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2019. p. 95-104.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, v. 20, n. 2, p. 71-99, jul./dez. 1995. Tradução de: Guacira Lopes Louro.
SOUZA, Rolf Malungo de. Falomaquia: homens negros e brancos e a luta pelo prestígio da masculinidade em uma sociedade do ocidente. Antropolítica, Niterói, v. 24, p. 35-52, jan./jun. 2013.
VIGOYA, Mara Viveros. As cores da masculinidade: experiências interseccionais e práticas de poder na nossa américa. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, 2018. 224 p. Tradução de: Allyson de Andrade Perez.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Cadernos de Gênero e Diversidade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Política de Acesso e Direitos Autorais
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
A Revista Cadernos de Gênero e Diversidade é de acesso aberto, não cobra taxas de submissão ou publicação.
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
As publicações são licenciadas sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY), que permite compartilhamento e adaptação com atribuição de autoria.
Termo da declaração de acesso aberto
Cadernos de Gênero e Diversidade (CGD) é um periódico de Acesso Aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente, sem custo para usuária/o ou sua instituição. As usuárias e os usuários podem ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outra finalidade legal, sem solicitar permissão prévia da editora ou de autor/a/es, desde que respeitem a licença de uso do Creative Commons utilizada pelo periódico. Esta definição de acesso aberto está de acordo com a Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste (BOAI).