Neutralidade e afirmatividade na clínica com a população LGBQ+:
reflexões psicanalíticas
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.66913Palavras-chave:
Psicanálise, Gênero, Sexualidade, LGBQ , Terapias AfirmativasResumo
Este artigo propõe uma reflexão sobre as tensões éticas e práticas que atravessam a psicanálise no atendimento à população LGBT+, destacando o desafio que o surgimento de terapias afirmativas representa ao princípio de neutralidade que historicamente orientou o campo. A estrutura do texto está organizada em três momentos principais: primeiramente, uma breve discussão sobre as terapias afirmativas e seus princípios; em seguida, uma crítica aprofundada da noção de neutralidade na psicanálise; e, por fim, considerações sobre alternativas conceituais na história da psicanálise que possibilitam pensar em uma clínica mais envolvida com seu contexto sócio-histórico, a qual poderíamos, talvez, denominar “afirmativa”.
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