“De onde vem tanto ódio?”:
Análise da violência e assassinato de corpos-territórios de travestis e transexuais no Brasil em 2024
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.69991Palavras-chave:
Corpos-territórios de Travestis e Transexuais, Assassinatos de travestis e transexuais, Violência de Gênero, TerritorialidadesResumo
Este artigo analisa a violência e assassinato de pessoas travestis e transexuais no Brasil no ano de 2024, sob a perspectiva do conceito de corpo-território. Trata-se de estudo de corte, transversal, descritivo e de abordagem quantitativa. Os dados analisados constituem informações secundárias, extraídos da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), referentes à violência e assassinatos de pessoas deste grupo em 2024. As variáveis analisadas foram idade, identidade de gênero, cenário da violência e período do dia da ocorrência. Os resultados indicaram uma maior frequência na faixa etária entre 18 e 29 anos, prevalecendo a maioria de mulheres transexuais e travestis; os espaços públicos foram os cenários de maior violência, com episódios noturnos. Conclui-se que a violência é sistemática e enraizada em estruturas sociais discriminatórias, refletindo uma violação de corpos físicos e de espaços sociais e políticos ocupados por essa comunidade. Evidencia ainda a necessidade de políticas públicas efetivas para combater essa realidade.
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