Mapeamento institucional da população trans e não binária na Universidade de Brasília:
experiências de construção de dados para políticas de inclusão
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.70991Palavras-chave:
Pessoas Trans, Universidade, Políticas de Inclusão, Tecnologias de gênero, Mapeamento InstitucionalResumo
Este relato de experiência apresenta o processo de concepção, execução e análise do Mapeamento Institucional da População Trans e Não Binária da Universidade de Brasília, realizado em 2025 pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH), por meio da Coordenação LGBTQIA+. A iniciativa foi desenvolvida diante da ausência de dados sistematizados sobre essa população, o que dificultava o planejamento e o acompanhamento de ações voltadas à inclusão e à permanência. O artigo descreve o percurso metodológico adotado, os cuidados éticos envolvidos e os principais resultados obtidos, com destaque para a diversidade de identidades de gênero, a predominância de pessoas não binárias entre as respondentes e a expressiva demanda por banheiros agêneros. Também aborda como a sistematização dos dados contribuiu para tornar visíveis experiências antes pouco reconhecidas pelas estruturas administrativas, em diálogo com discussões sobre tecnologias de gênero (LAURETIS, 1987). A experiência evidencia a relevância de informações consistentes produzidas em interlocução com a comunidade universitária.
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