Mapeamento institucional da população trans e não binária na Universidade de Brasília:

experiências de construção de dados para políticas de inclusão

Autores

  • Caio Henrique Inácio Ferreira Universidade de Brasília - UnB https://orcid.org/0009-0002-9978-3780
  • Benedito Rodrigues dos Santos Universidade de Brasília - UnB

DOI:

https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.70991

Palavras-chave:

Pessoas Trans, Universidade, Políticas de Inclusão, Tecnologias de gênero, Mapeamento Institucional

Resumo

Este relato de experiência apresenta o processo de concepção, execução e análise do Mapeamento Institucional da População Trans e Não Binária da Universidade de Brasília, realizado em 2025 pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH), por meio da Coordenação LGBTQIA+. A iniciativa foi desenvolvida diante da ausência de dados sistematizados sobre essa população, o que dificultava o planejamento e o acompanhamento de ações voltadas à inclusão e à permanência. O artigo descreve o percurso metodológico adotado, os cuidados éticos envolvidos e os principais resultados obtidos, com destaque para a diversidade de identidades de gênero, a predominância de pessoas não binárias entre as respondentes e a expressiva demanda por banheiros agêneros. Também aborda como a sistematização dos dados contribuiu para tornar visíveis experiências antes pouco reconhecidas pelas estruturas administrativas, em diálogo com discussões sobre tecnologias de gênero (LAURETIS, 1987). A experiência evidencia a relevância de informações consistentes produzidas em interlocução com a comunidade universitária.

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Biografia do Autor

Caio Henrique Inácio Ferreira, Universidade de Brasília - UnB

Assistente Social da Universidade de Brasília (UnB) lotado na Secretaria de Direitos Humanos (SDH). Foi residente em Atenção Básica pela Fiocruz/Brasília e tem bacharelado em Pedagogia pela faculdade IBRA (2020). Ex-professor da Secretaria de Educação do DF. Foi tutor do Projeto Raízes voltado ao apoio e acompanhamento de estudantes indígenas, imigrantes e refugiados da UnB. Realizou estágio no Serviço de Estudos e Atenção a Usuários de Álcool e Outras Drogas (SEAD) do Hospital Universitário de Brasília (HuB) e participante/bolsista do Programa de Educação Tutorial de Serviço Social (PET/SER) com ênfase na infância, juventude e socioeducação. Desenvolve pesquisas sobre os temas: Infâncias. Política Social, Saúde, Álcool e outras Drogas, Direitos Humanos, Diversidade, Saúde Mental.

Benedito Rodrigues dos Santos, Universidade de Brasília - UnB

Possui mestrado em Ciências Sociais Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996), doutorado em Antropologia pela Universidade da Califórnia Berkeley (2002), pós-doutorado pelas universidades Johns Hopkins (2005) e da Califórnia em Los Angeles (2006). Atualmente é professor/pesquisador colaborador do Centro Avançado de Estudos Multidisciplinares da Universidade de Brasília - CEAM/UnB, Mestrado Profissional em Políticas para Infância e Juventude - PPGPPIJ. Seus temas de pesquisa são: Formações culturais globais, contextos locais e construção de subjetividades. Cidadania, direitos humanos de crianças e adolescentes e políticas públicas. Poder, alteridade e formas de violência contra crianças e adolescentes. Estudos históricos e socio-antropológicos da infância e da adolescência e processos de construções/negociações identitárias. Possui expertise em estudos etnográficos comparativos entre Brasil e Estados Unidos. Sua linha de pesquisa atual é Políticas públicas, redes de proteção e atendimento à infância e juventude. Tem realizado consultorias de longa duração para organismos das Nações Unidas, Fundo das Nações Unidas para Infância UNICEF-Brasil e organizações não-governamentais internacionais como a Childhood Brasil. É Diretor do Instituo dos Direitos da Criança e do Adolescente - INDICA.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Inácio Ferreira, C. H., & dos Santos, B. R. . (2026). Mapeamento institucional da população trans e não binária na Universidade de Brasília: : experiências de construção de dados para políticas de inclusão. Cadernos De Gênero E Diversidade, 12(2). https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.70991

Edição

Seção

Relato de Experiência