Ativistas e militantes que são LGBTQIAPN+ nas Jornadas de 2013:
experiências políticas e performatividade de assembleia
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.71196Palavras-chave:
Movimento LGBTQIAPN , Jornadas de 2013, Performatividade de assembleia, Ativistas, MilitantesResumo
Este artigo comunica os resultados da pesquisa “Dimensões Educacionais das Jornadasde 2013” . Tem como objetivo conhecer as experiências de ativistas e militantes que são LGBTQIAPN+ no ciclo de protestos no Brasil conhecido como Jornadas de 2013, buscando analisar as influências destas experiências nas trajetórias de tais pessoas e no movimento LGBTPQIAPN+ nos anos seguintes. A principal categoria de análise é a performatividade de assembleia de Judith Butler, a qual dialoga com o conceito de populismo democrático radical de Paolo Gerbaudo e de subjetivação política de Jacques Rancière. Como metodologia, a revisão bibliográfica a respeito da temática LGBTPQIAPN+ em 2013 e, principalmente, a análise de 37 entrevistas feitas com ativistas e militantes de coletivos e organizações progressistas das Jornadas – destacando, entre tais, 14 pessoas que são LGBTPQIAPN+. A revisão bibliográfica destaca a relevância da Parada LGBT na latência das Jornadas, inspirando pautas secundárias presentes em 2013, como o rechaço ao projeto de “cura gay”, e renovando as táticas do movimento LGBTPQIAPN+. As entrevistas com ativistas e militantes trazem como principais resultados: a presença relevante de pessoas LGBTPQIAPN+ na mobilização, mas não das suas pautas; o fortalecimento de movimentos identitários, incluindo o LGBTPQIAPN+, como consequência das Jornadas; e, notadamente, a maior presença de pessoas e pautas LGBTPQIAPN+ em organizações políticas progressistas e em seus mandatos eletivos nos anos seguintes.
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