A saúde como cenário da LGBTfobia:
violências, barreiras e lutas no atendimento à população LGBTQIAPN+
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.72080Palavras-chave:
Sexualidade, Saúde, LGBT, Violência, LGBTfobiaResumo
O presente ensaio teórico-reflexivo apresenta uma discussão em torno dos eixos saúde e população LGBTQIAPN+, explorando suas aproximações, afastamentos e tensões. Elegendo a LGBTfobia como elemento-chave discursivo, nosso objetivo é discutir acerca dos impactos na atenção à saúde à população LGBTQIAPN+ decorrentes dos processos de discriminações e violências vivenciados por essas pessoas. Inicialmente, discutimos o lugar da sexualidade como dispositivo histórico a partir de Michel Foucault e amparados pela lente da interseccionalidade na compreensão dos entrecruzamentos de poder entre os marcadores sociais. Em seguida, debatemos sobre as violências e a LGBTfobia como fatores influentes no acesso e assistência à saúde. Nessa análise, exploramos como práticas discriminatórias, carregadas de uma lógica necropolítica e cisheteronormativa, criam sujeitos legítimos e subalternos, sendo os últimos corpos descartáveis e não merecedores de cuidado. Por fim, refletimos sobre as resistências e lutas possíveis para a construção de um Sistema Único de Saúde (SUS) inclusivo e diverso, apontando a necessidade de um entendimento da LGBTfobia como determinante social da saúde. Dessa forma, o ensaio reflete sobre como o campo da saúde é cenário de disputa política e a assistência à população LGBTQIAPN+ sofre impactos diversos devido a processos discriminatórios e violentos.
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