Sobreviver não é viver:
Transfobia, Mandonismo e as Heranças do Pensamento Social Brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.72206Palavras-chave:
Transfobia, Pensamento Social Brasileiro, Colonialidade, Mandonismo, Mulheres trans, TravestisResumo
Este artigo propõe uma análise sobre os impactos da transfobia no Brasil a partir do pensamento social brasileiro, articulando os conceitos de mandonismo, colonialidade e subalternização dos corpos dissidentes de gênero. A reflexão tem como eixo central compreender como os processos históricos de colonização, escravização e autoritarismo estruturaram e continuam estruturando a marginalização de mulheres trans e travestis no Brasil. Utilizando como referência autores como Lilia Schwarcz, Roberto DaMatta e Machado de Assis, bem como as experiências pessoais da autora, o texto aborda como o projeto colonial moldou subjetividades, naturalizou desigualdades e consolidou uma cultura de mando e obediência que persiste na contemporaneidade.
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