Translinguagem e interculturalidade na educação linguística crítica: entre concepções e articulações
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v6i3.38392Palavras-chave:
Translinguagem. Interculturalidade. Educação Linguística Crítica.Resumo
Neste artigo discutimos algumas concepções teóricas sobre língua e translinguagem buscando traçar uma relação com a interculturalidade considerando o cenário da educação linguística crítica. Nosso objetivo é, a partir de nosso local de fala, problematizar esses termos e compreender em que medida eles se relacionam em um ambiente que promova a educação linguística crítica propondo alguns exercícios de mobilização de saberes dentro desta perspectiva. Na realização dessas problematizações, inicialmente, apresentamos e discutimos separadamente os dois conceitos, relacionando-os à educação crítica de línguas. Em um segundo momento, apontamos as convergências entre os termos em busca de encaminhamentos para nossas praxiologias. Este é um estudo bibliográfico qualitativo interpretativista (ERICKSON, 1986), elaborado por meio de autores/as primordiais para a ampliação do entendimento desta interrelação. Referente às concepções de língua e translinguagem, trazemos para o debate autores/as tais como Canagarajah (2013), Garcia (2016; 2017), Kramsch (2019), Sequeira (2016), Munsberg e Silva (2018). Os estudos sobre cultura e interculturalidade (crítica) passam por Candau (2002), Kubota (2014), Risager (2006), Walsh (2009), entre outros/as. Finalizamos apontando exercícios de mobilização de saberes no intuito de contribuir para a percepção de que língua e cultura são indissociáveis para o processo de educação linguística crítica.
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