Education, curriculum, and LGBTQIA+ individuals
between forces, shapes, and escapes
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v11i01.57350Keywords:
Sexuality, Subjectivity, Conservatism, Sexuality device, NormativityAbstract
The present essay presents a theoretical framework centered around the axis of bodies, sexes, genders, and sexualities within the curriculum, where interconnected forces and forms of societal movements exert their influence. Initially, we introduce the role of the Brazilian state through its seats of power in normalizing LGBTQIA+ individuals, favoring the conceptualization of a legitimate subject of rights, through sometimes conservative and sometimes expansive movements and public policies. In the second stage, we discuss the school curriculum as a tool capable of providing escapes from the forces and forms that act in the pedagogization of bodies, sexes, genders, and sexualities. In this analysis, we examine how specialized knowledge shapes the social participation of individuals. However, we aim to reflect on the potential of the curriculum beyond normalization, treating it as a force capable of enhancing life within the educational process, rejecting the ways of conceiving abjections and challenging the modes of producing subjectivities and normalities in educational spaces.
Downloads
References
APPLE, M. W. Ideologia e currículo. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. 288 p.
BRASIL. Ministério da Educação e Esportes. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, DF: MEC, 1997. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/pnld/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12640-parametros-curriculares-nacionais-1o-a-4o-series. Acesso em: 1 set. 2023.
BRASIL. Conselho Nacional de Combate à Discriminação. Brasil sem homofobia: programa de combate à violência e à discriminação contra GLBT e de promoção da cidadania homossexual. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/brasil_sem_homofobia.pdf. Acesso em: 1 set. 2023.
BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, seção 1, p. 1, 26 jun. 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 1 set. 2023.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 1 set. 2023.
BRASIL. Presidente da República (2019-2022: Jair Messias Bolsonaro). Discurso por ocasião de posse presidencial. Brasília, DF, 1 jan. 2019.
FERREIRA, M. S.; GOMES, M. M. Currículo de Ciências: a alquimia das disciplinas escolares e a produção da autonomia docente. Roteiro, Joaçaba, v. 46, p. e23827, 2021. Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/roteiro/article/view/23827/15743. Acesso em: 15 jul. 2023.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 42. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. 296 p.
FOUCAULT, M. História da sexualidade I: a vontade de saber. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2015. 175 p.
FOUCAULT, M. Microfísica do poder. 13. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2021. 432 p.
FREIRE, P. ‘Ideologia de gênero’ e a política de educação no Brasil: exclusão e manipulação de um discurso heteronormativo. Ex æquo, [S. l.], n. 37, p. 33-46, 2018. Disponível em: https://exaequo.apem-estudos.org/artigo/ideologia-de-genero-e-a-politica-de-educacao-no-brasil. Acesso em: 3 dez. 2022.
JUNQUEIRA, R. D. A invenção da “ideologia de gênero”: a emergência de um cenário político-discursivo e a elaboração de uma retórica reacionária antigênero. Psicologia Política, São Paulo, SP, v. 18, n. 43, p. 449-502. 2018. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2018000300004. Acesso em: 20 jan. 2025.
LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. 184 p.
MISKOLCI, R. Teoria Queer: um aprendizado pelas diferenças. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. 86 p.
MONTEIRO, S. A. S.; RIBEIRO, P. R. M. Sexualidade e gênero na atual BNCC: possibilidades e limites. Revista Pesquisa e Ensino, Barreiras, BA, v. 1, p. e202011, 2020. Disponível em: https://revistas.ufob.edu.br/index.php/pqe/article/view/626. Acesso em: 1 set. 2023.
MOUFFE, C. Democracia, cidadania e a questão do pluralismo. Política e Sociedade, [S. l.], v. 2, n. 3, p. 11-26, 2003. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/2015. Acesso em: 10 maio 2023.
MOURA, F. N. S.; LEITE, R. C. M. O conservadorismo e a formação cidadã: a abordagem da sexualidade no ensino fundamental diante do discurso em documentos oficiais. Revista de Educação, Ciência e Cultura, Canoas, v. 24, n. 3, p. 61-77, 2019. Disponível em: https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Educacao/article/view/5468. Acesso em: 1 set. 2023.
OLIVEIRA, D. A.; FERRARI, A.; SOUZA, M. L.; RIBEIRO, P. R. C. Sobre o queer podemos pesquisar em currículo e educação? Notas sobre expansões, obstáculos e imaginações. DOXA: Revista Brasileira de Psicologia e Educação, Araraquara, v. 24, n. esp.1, p. e023011, 2023. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/doxa/article/view/18178. Acesso em: 05 jun. 2024.
PARAÍSO, M. A. O currículo entre a busca por “bom desempenho” e a garantia das diferenças. In: DALBEN, Ângela et al. (org.). Coleção didática e prática de ensino: convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010a. p. 132-152. Disponível em: https://perdigital.files.wordpress.com/2011/04/livro_6.pdf. Acesso em: 7 maio 2023.
PARAÍSO, M. A. Diferença no currículo. Cadernos de Pesquisa, [S. l.], v. 40, n. 140, p. 587-604, 2010b. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cp/a/MnrBfYmbrZ4zfVqD3C5qkYp/abstract/?lang=pt. Acesso em: 20 mar. 2023.
PARAÍSO, M. A. Um currículo entre formas e forças. Revista Educação, Porto Alegre, v. 38, n. 1, p. 48-58, 2015. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/18443. Acesso em: 20 mar. 2023.
PELÚCIO, L.; MISKOLCI, R. A prevenção do desvio: o dispositivo da aids e a repatologização das sexualidades dissidentes. Sexualidad, Salud y Sociedad - Revista Latinoamericana, [S. l.], n. 1, p. 125-157, 2009. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=293322961007. Acesso em: 10 maio 2023.
POPKEWITZ, T. Lutando em defesa da alma: a política do ensino e a construção do professor. Porto Alegre: ArtMed, 2001. 158 p.
POPKEWITZ, T. The limits of teacher education reforms: school subjects, alchemies, and an alternative possibility. Journal of Teacher Education, [S. l.], v. 61, n. 5, p. 413-421, 2010. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/0022487110375247. Acesso em: 15 jul. 2023
RODRIGUES, J. R. B.; SILVA, J. M. M. Democracia e diferença em tramas político-curriculares contemporâneas: o Escola Sem Homofobia em análise. Educar em Revista, v. 36, n. Educ. rev., 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/SZdJNTfdvnsMrLh9ymbZw9P/?lang=pt#ModalHowcite. Acesso em: 3 dez. 2022.
SACRISTÁN, G. J. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000. 352 p.
SIERRA, J. C. Marcos da vida viável, marcas da vida vivível: o governamento da diversidade sexual e o desafio de uma ética/estética pós-identitária para a teorização político-educacional LGBT. 2013. Tese (Doutorado em Educação) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2013. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/29975. Acesso em: 14 abr. 2023.
SPARGO, T. Foucault e a teoria queer: seguido de ágape e êxtase: orientações pós-seculares. São Paulo: Autêntica, 2017. 96 p.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Cadernos de Gênero e Diversidade

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Política de Acesso e Direitos Autorais
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
A Revista Cadernos de Gênero e Diversidade é de acesso aberto, não cobra taxas de submissão ou publicação.
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
As publicações são licenciadas sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY), que permite compartilhamento e adaptação com atribuição de autoria.
Termo da declaração de acesso aberto
Cadernos de Gênero e Diversidade (CGD) é um periódico de Acesso Aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente, sem custo para usuária/o ou sua instituição. As usuárias e os usuários podem ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outra finalidade legal, sem solicitar permissão prévia da editora ou de autor/a/es, desde que respeitem a licença de uso do Creative Commons utilizada pelo periódico. Esta definição de acesso aberto está de acordo com a Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste (BOAI).