Corpos em trânsito, vidas em luta(o):
cartografias de resistência de travestis brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v12i2.72212Palabras clave:
Travestis, Prostituição, Cartografia, ResistênciaResumen
Este artigo tem como objetivo cartografar experiências de resistência de travestis brasileiras profissionais do sexo residentes no Brasil e na Europa, analisando estratégias cotidianas de enfrentamento da morte. A pesquisa adotou a cartografia como método e ética de investigação, realizando sete entrevistas com travestis selecionadas a partir de vínculos prévios das(os) pesquisadoras(es) com essa população. Os encontros ocorreram em espaços significativos para as participantes, como ambientes de trabalho, residências e locais de militância, compreendidos como dispositivos de produção de sentido. As narrativas foram analisadas de forma processual, sem categorização rígida, acompanhando afetos, deslocamentos e modos de existência. Os resultados evidenciam que, embora atravessadas por violências estruturais, essas trajetórias produzem redes de cuidado, constroem condições materiais e subjetivas de reconhecimento e operam deslocamentos geográficos e estéticos como formas de afirmação da vida. Conclui-se que escutar tais experiências implica deslocar leituras patologizantes e reconhecer a potência política e inventiva das existências travestis.
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