Falar de emoção é falar de poder?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/asf171986

Palavras-chave:

Antropologia das Emoções, Gênero, Poder, Moralidades

Resumo

Esta resenha analisa criticamente a coletânea Emoções, gênero e poder, organizada por Chiara Albino e Jainara Oliveira, que reúne traduções de textos fundantes de Catherine Lutz e Lila Abu-Lughod. A obra é examinada como uma intervenção teórica e política no campo da antropologia das emoções, especialmente no contexto brasileiro contemporâneo, marcado pela medicalização da vida, pela psicologização do sofrimento e por disputas em torno do cuidado e da saúde mental. A resenha enfatiza os deslocamentos conceituais propostos pelas autoras, que compreendem a emoção não como um estado interno ou universal, mas como prática discursiva, relacional e situada, profundamente implicada em regimes de poder, gênero e hierarquia social. Sustenta-se, por fim, que o principal mérito da obra reside em recolocar a emoção como problema político e antropológico, evidenciando seus efeitos na produção de desigualdades e nos modos contemporâneos de governo dos afetos.

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

HANNAH HELENO CABRAL DA SILVA, A. Falar de emoção é falar de poder?. Antropologia Sem Fronteiras, Salvador, Brasil, v. 1, p. e112602, 2026. DOI: 10.9771/asf171986. Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rasf/article/view/71986. Acesso em: 18 jul. 2026.

Edição

Seção

Resenhas