Between fear, flght and fate
Figurations of african-american masculinities in the novel Native Son
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v10i4.55295Keywords:
HistoryAbstract
The present research seeks to understand the figurations of black masculinities in the United States through a novel of african-american literature entitled Native Son (1940), by the writer Richard Wright. The fictional story is set in Chicago at the end of the 1930s, showing the consequences of racial segregation in the life of Bigger Thomas, a young black man who, accidentally, is compelled to commit the murder of a young white woman named Mary Dalton. The immediate success of Native Son and subsequent editions of the novel made Richard Wright one of the most important authors of african-american literature in the 20th century. However, while the work was a commercial success, it was also read and interpreted in different ways in the decades following its release. One of the main issues regarding the examination of the novel is the debate around the figuration of the african-american man through the protagonist, Bigger Thomas. Given the production context around the work and the resulting readings and interpretations made in subsequent decades, this article seeks to understand how the fiction written by Richard Wright composes figurations about the african-american man in dialogue with the critical reception of the work.
Downloads
References
AMORIM, Lauro Maia. O (não) engajamento em traduções da literatura afro-americana no Brasil: o caso de Filho Nativo, de Richard Wright. TradTerm, São Paulo, v. 24, p. 239-262, 16 dez. 2014.
BALDWIN, James. Notas de um filho nativo. Tradução: Paulo Henrique Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 50-71.
BHABHA, Homi. A outra questão: O Estereótipo, a Discriminação e o Discurso do Colonialismo. In:_________. O local da cultura. Belo Horizonte: UFMG, 1998. p. 105-128.
BOLA, JJ. Seja homem: a masculinidade desmascarada. Tradução: Rafael Spuldar. Porto Alegre: Dublinense, 2020, p. 125-137.
BUTLER, Judith. Corpos que importam: os limites discursivos do “sexo”. Tradução: Veronica Daminelli e Daniel Yago Françoli. São Paulo: n-1 Edições; Crocodilo Edições, 2019. p. 8-53.
________. Desfazendo gênero. São Paulo: Editora Unesp, 2022.
_________. Gênero em tradução: além do monolinguismo. Tradução: Fernanda Miguens e Carla Rodrigues. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 39, n. 2, 2021, pp. 364-387.
_________. Os atos performativos e a constituição do gênero: um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista. Chão da feira, nº 78, jun. 2018. Caderno de leituras, p. 1-16.
_________. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução: Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. p. 15-60.
CONNELL, Raewyn. Masculinities. 2ª ed. Berkeley: University of California Press, 2005.
_________. MESSERSCHMIDT, J. W. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Estudos feministas. V. 21, p. 241-282, 2013.
CURRY, Tommy J. The man-not: race, class, genre and the dilemmas of black manhood. Philadelphia: Temple University Press, 2017.
DAVIS, Angela. Estupro, racismo e o mito do estuprador negro. In:_________. Mulheres, raça e classe. Tradução: Herci Regina Candini. 1ª. ed. São Paulo: Boitempo, 2016. p. 177-203.
DAVIS, Nicole Waligora. Weaving jagged words: the black left, 1930s-1940s. In: GRAHAM, Maryemma; WARD, JR., Jerry W. (org.). The Cambridge History of African American. Cambridge: Cambridge University Press, 2011
DORLIN, Elsa. Sexo, gênero e sexualidades: introdução à teoria feminista. Tradução: Jamile Pinheiro Dias, Raquel Camargo. São Paulo: Crocodilo; Ubu Editora, 2021.
DU BOIS, W. E. B. Sobre os nossos conflitos espirituais. In:_________. As almas do povo negro. Tradução: Alexandre Boide. São Paulo: Veneta, 2021. p. 19-31.
EAGLETON, Terry. Interpretação. In: ________. Como ler literatura. Tradução: Denise Bottmann. 3ª. ed. Porto Alegre: L&PM, 2021. p. 123-177.
ELLIS, Aimé J. “Boys in the Hood”: Black Male Community in Richard Wright’s Native Son. In:_________. If We Must Die: From Bigger Thomas to Biggie Smalls. 1ª ed. Detroit: Wayne State University Press, 2011. p. 23-42.
ELLISON, Ralph. Homem invisível. Tradução: Mauro Gama. 3ª. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2021.
_________. The World and the Jug. In: CALLAHAN, John F. (ed.).The collected essays of Ralph Ellison. New York: Modern Library, 2003. P. 155-188.
FANON, Frantz. Da Violência. In:_________. Os Condenados da Terra. Tradução: José Laurênio de Melo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. p. 23-74.
_________. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.
FERREIRA, Antonio Celso. A fonte fecunda. In: PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de (org.). O historiador e suas fontes. 1ª ed. São Paulo: Editora Contexto, 2009. p. 61-91.
GILROY, Paul. “Sem o consolo de lágrimas”: Richard Wright, a França e a ambivalência da comunidade”. In:_________. O atlântico negro: modernidade e dupla consciência. 1ª. Ed. São Paulo: Editora 34, 2001. P. 281-349.
GREENBERG, Cheryl Lynn. To ask for na equal chance: african americans in the great depression. Lanham: Rowman & Littlefield Publishers, 2009.
HOGUE, W. Lawrence. Can The Subaltern Speak? A Postcolonial, Existential Reading of Richard Wright’s Native Son. The Southern Quarterly, v. 46, n. 2, p. 9-39, 2009.
hooks. We Real Cool: Black Men and Masculinity. Routledge: New York, 2004.
HOWE, Irving. Black Boys and Native Sons. Dissent Magazine, p. 353-368, 1963. Disponível em: <https://www.dissentmagazine.org/article/black-boys-and-native-sons> Acesso em: 23 jan. de 2023.
LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Estudos feministas, Florianópolis, v. 22, n. 320, p. 935-952, 2014.
OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ. Visualizando o corpo: teorias ocidentais e sujeitos africanos. In:_________. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021. p. 27-66.
RIBEIRO, Alan Augusto. Homens Negros, Negro Homem: sob a perspectiva do feminismo negro. REIA: Revista de Estudos e Investigações Antropológicas, Recife, v. 2, n. 2, p. 52-75, 2015.
RIBEIRO, Alan Augusto Moares; FAUSTINO, Deivison Mendes. Negro tema, negro vida, negro drama: Estudos sobre masculinidades negras na diáspora. Revista Transversos. “Dossiê: Áfricas e suas diásporas”. Rio de Janeiro, nº. 10, pp.163-182, Ano 04. ago. 2017.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e realidade: Porto Alegre, v. 20, nº 2, julho/dezembro, 1995, p. 71-99.
SPILLERS, Hortense. Bebê da mamãe, talvez do papai: uma gramática estadunidense. In: BARZAGHI, Clara; PATERNIANI, Stella Z. e ARIAS, André (orgs.). Pensamento negro radical: antologia de ensaios. São Paulo: Crocodilo; N-1 edições, 2021, p. 27-69.
VIGOYA, Mara Viveros. As cores da masculinidade: experiências interseccionais e práticas de poder na Nossa América. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, 2018.
WRIGHT, Richard. 12 Million Black Voices. Brattleboro: Echo Point Books & Media, 2019.
_________. How “Bigger” Was Born. In: RAMPERSARD, Arnold (ed.). Richard Wright: Early Works. New York: Library of America, 1991. p. 851-881.
_________. Native Son. In: RAMPERSARD, Arnold (ed.). Richard Wright: Early Works. New York: Library of America, 1991. p. 443-850.
WYNTER, Sylvia. Humano Envolvido: carta aberta a colegas. In: BARZAGHI, Clara; PATERNIANI, Stella Z. e ARIAS, André (orgs.). Pensamento negro radical: antologia de ensaios. São Paulo: Crocodilo; N-1 edições, 2021, p. 71-100.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Cadernos de Gênero e Diversidade

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Política de Acesso e Direitos Autorais
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
A Revista Cadernos de Gênero e Diversidade é de acesso aberto, não cobra taxas de submissão ou publicação.
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
As publicações são licenciadas sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY), que permite compartilhamento e adaptação com atribuição de autoria.
Termo da declaração de acesso aberto
Cadernos de Gênero e Diversidade (CGD) é um periódico de Acesso Aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente, sem custo para usuária/o ou sua instituição. As usuárias e os usuários podem ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outra finalidade legal, sem solicitar permissão prévia da editora ou de autor/a/es, desde que respeitem a licença de uso do Creative Commons utilizada pelo periódico. Esta definição de acesso aberto está de acordo com a Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste (BOAI).