Eu sou heterotop? Isso é bom ou ruim?
Uma reflexão sobre as masculinidades do BBB 22 e o convívio com a travesti Linn da Quebrada
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v10i2.53109Palavras-chave:
Big Brother , Heterotop, Travesti, Linn da QuebradaResumo
A 22ª. edição do programa Big Brother Brasil problematiza entre os participantes a categoria do heterotop, um estigma dado a pessoas heterossexuais, em sua maioria do gênero masculino. A partir disso, ficamos diante da oportunidade de refletir sobre possíveis construções e desconstruções do gênero masculino, justamente quando os brothers entram no confinamento com a primeira travesti a participar do programa. O que nos leva a perceber possíveis conflitos entre esses dois mundos: dos que valorizam e reforçam a binaridade de gênero e dos que investem na sua desconstrução. O objetivo deste artigo é compreender alguns motivos pelos quais os homens num contexto recente, como mostrou o BBB, parecem temer a referência do heterotop, mas ao mesmo tempo, se dedicam a cultura heteronormativa reforçando a sua existência em comportamentos que marcam esse lugar de projeção da cultura viril. Iremos pensar também nas possibilidades de desconstrução da binaridade de gênero causadas pela presença de uma mulher travesti no programa.
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